Ciclo encerrado

Pois é, resolvi encerrar esse ciclo de um ano aqui no UOL.

Deu tudo certo, mas como eu disse no post anterior, mudar é necessário.

Mas o Ventania de Palavras continua mais vivo do que nunca. Sigam-me.

PS.: muito amor a todos os meus leitores! Obrigada!

:: Postado por Lu às 16h45
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Ventos de mudança?

Quando é a hora de mudar? Um ano talvez seja um tempo bom, mas acho que a hora é aquela em que a coisa bate aqui dentro e pede passagem.

Pois é, no dia 14, essa ventania aqui completou um ano de vida. Passou tão rápido. E agora está batendo essa coisa... acho que vou mudar para o blogspot, mas ainda não sei se isso vai acontecer mesmo. Mesmo esse template, texto de abertura etc. e tal, gostaria de mudar. Mas não quero e nem posso ficar me comprometendo a coisas que darão trabalho. Praticidade acima de tudo.

Por que mudança tem de ser exatamente sinônimo de trabalheira?

O que me aborrece aqui no UOL é o fato de ter de validar toda vez que uma pessoa faz comentário, mas de resto parece que a coisa funciona bem. Mas vamos ver o que acontece nesse mundo de possibilidades milhões...

PS.: Pôxa, como é duro ter de abdicar de algumas coisas em prol de outras. Ainda que sejam para o nosso bem. Na vida a gente tem de ser malabarista mesmo.

 

 

:: Postado por Lu às 15h07
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Curtas

- Que lindo! Ela ganhou o Prêmio Camões.

- Quero brincar com isso: você pensa em algo, o computador faz 20 perguntas e adivinha no que você pensou. Descoberta via blog do Pedro Dória.

PS.: quero apenas um final de semana de amor, descanso e muita paz! 

:: Postado por Lu às 17h30
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Mulher Maravilha?

Tenho essa coisa de super-heroína.

Super-heroína por quê? Principalmente porque eu quero, acho que, no fundo, preciso. Que contradição, gostaria tanto de ir a uma velocidade média de 80 km/h, mas chego logo nos 120 e depois freio bruscamente para os 40, 20... aí fico triste.

É uma ambigüidade absurda porque ao mesmo tempo que eu preciso conseguir fazer tudo e já sei que não é possível, (acho que estou ficando repetitiva de tantas vezes que já citei isso por aqui) se eu não faço sinto como se eu fosse a pessoa mais "mole" da face da terra. E ainda não sei direito como lidar com esse conflito, de forma que os danos sejam os menores possíveis.

Claro que as respostas teóricas estão na ponta da língua, mas aí eu chego no "vamos ver" e tudo é diferente. Porque viver é a lição de casa prática, não tem como escapar. 

De qualquer maneira conviver bem com essa ambigüidade, conflito, contradição ou, indo além, com essa minha ainda parcial ignorância sobre o melhor jeito para eu viver é no que estou trabalhando.

O trabalho interno que exige, além de paciência, uma boa dose de coragem, pois é preciso coragem para se deparar com tantas coisas arraigadas, gavetas fechadas há anos, que pouco a pouco tornam-se públicas para mim.

PS.: Em temp, atrasado, mas registrado: "Se eu pudesse, querida mami, te compraria um milhão de rosas e as colocaria em todos os lugares pelos quais você fosse passar para que a partir de agora e para sempre somente encontrasse flores em teu caminho". Pelo domingo passado, um beijo com muito carinho para minha mãe, para minha vovó e para a mãe-amiga Sílvia.

 

 

:: Postado por Lu às 17h46
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Mudança de padrões

Falei de rituais no post anterior porque de repente me dei conta de que coisas muito simples podem ganhar um status desproporcional e, em conseqüência, parecem que precisam de um dia certo para acontecer. E se tudo tivesse essa tal hora certa para acontecer seria fantástico, mas as coisas não funcionam desse jeito. E minha ficha demorou para cair. Aliás, ainda está caindo.

Eu estava comentando na segunda-feira que gostaria de ter um dia somente para mim: hidratar o cabelo, fazer as unhas, cochilar no sofá, ler meu livro, tomar um chá, fazer artesanato, ou seja, tudo o que eu não tinha conseguido realizar no final de semana. Queria, inclusive, um dia extra, entenda-se um dia a menos de trabalho. Eu estava cansada e aborrecida.

Mas ao mesmo tempo fiquei pensando e perguntei, "será que ia adiantar"? Eu tenho uma questão dominical que não tem fim: eu nunca consigo ler o jornal de domingo e isso já é um indício para o que veio a seguir. Eu ouvi: acho que você ritualiza demais as coisas e, na verdade, elas são simples, têm de ser adaptadas. A ficha começou a cair.

Eu nunca vou ter tempo para nada se eu não aprender a escolher o que é mais importante e deixar um pouco as outras coisas de lado porque a vida, acho que já falei isso aqui, não tem roteiro certinho, dá voltas, piruetas etc.

O dia para hidratar os cabelos não existe, sou eu mesma que o crio, encontro, decido. Se eu fico neurótica em varrer a sala porque coloquei na cabeça que isso é importante para que eu viva melhor, na mesma proporção eu posso ficar irritada por não ler uma parte que gosto do jornal. O que será que pode esperar mais uma hora para ser feita? Ou ainda, o que pode ser feito no dia seguinte? Claro que não estou dizendo para vivermos em um lugar sujo, mas tenhamos bom senso (aliás, a mocinha vai até a minha casa e faz toda a limpeza para quê?!).

E esse é apenas um episódio, de muitos, que me faz perder energia e ficar cansada. A minha vida não é uma guerra afazeres domésticos X afazeres pessoais, é uma coisa só, integrada. O que eu resgato a cada dia que passa é a consciência de que não dá para fazer absolutamente tudo e, indo mais além, não dá para ficar nesse aborrecimento de segunda-feira crônico.

Também não é fácil abrir mão de tudo, mudar em 360º graus o meu jeito de pensar, agir e interagir, são os tais padrões que me acompanham há mais de 30 anos. Situações como essas aconteciam em outras circunstâncias e eu não me dava conta.

Mas se mudar não é fácil, tentar é absolutamente possível. Um pouco menos de rigidez e mais democracia na hora das escolhas. Mais praticidade. Mais abertura para vivências inesperadas. A ficha continua caindo.

PS.1: Espero que o jornal não fique intocado no domingo.

PS.2: Li um post muito esclarecedor no blog Pras Cabeças: Guias para uma viagem (ao interior), do dia 26/04. Clica lá! 

 

:: Postado por Lu às 08h52
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Cry me a river

Essa música dispensa comentários e está entre as minhas prediletas.

Cry me a river (Arthur Hamilton)

Now you say you're lonely

You cry the whole night through
Well, you can cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you
 
Now you say you're sorry
For being so untrue
Well, you can cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you
 
You drove me, nearly drove me, out of my head
While you never shed a tear
Remember, I remember, all that you said?
You told me love was too plebeian
Told me you were through with me and
 
Now you say you love me
Well, just to prove that you do
Come on and cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you
I cried a river over you
I cried a river...over you...

PS.: Esse clássico foi gravado por muitos artistas, mas não é novidade nenhuma eu dizer que aprecio mais na voz da diva Diana Krall.

 

:: Postado por Lu às 15h21
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Todo dia

Eu fico vários dias sem passar por aqui, mas nessa semana deu vontade de estar mais presente. Falar do momento mesmo. Eu gosto de escrever posts analíticos, mas por que não fazer por aqui algo como "agora"? Bem, é somente uma tentativa, daqui a pouco o tempo voa e eu volto a ser apenas uma blogueira de ocasião.

Comecei a ler Reconhecimento de Padrões (citado na msg anterior) e estou gostando. Confira um trecho:

"Ela estava cansada demais para procurar um cobertor. Os lençóis entre sua pele e o peso daquela colcha industrial são sedosos, feitos com um tipo luxuoso de fibra, e exalam um cheiro suave, de, ela deduz, Damien. Mas não é ruim. Na verdade, não é desagradável; qualquer ligação física com um companheiro mamífero parece um bônus a essa altura do campeonato. 

Damien é um amigo.

As pecinhas menino-menina do Lego não se encaixam, diria ele.

Damien tem trinta anos, Cayce é dois anos mais velha, mas ele tem um certo módulo de imaturidade cuidadosamente fabricado com isolamento, alguma coisa tímida e teimosa que assustava o pessoal do dinheiro. Ambos são muito bons no que fazem, mas parece que nenhum dos dois têm a menor idéia de por que isso ocorre.

Coloque Damien no Google e você encontrará um diretor de videoclipes e comerciais. Coloque Cayce no Google e encontrará..."

PS.: Você costuma ritualizar certas coisas que são muito simples? Falo disso no próximo post.

:: Postado por Lu às 17h55
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Questionário

Você, eu, todo mundo já deve ter recebido um desses questionário para responder, foi febre em décadas passadas, mas ainda outro dia, tinha um na minha caixa de e-mail... Eu nunca respondi, mas hoje lendo o blog da Denise, o Síndrome de Estocolmo (muito legal!), deu vontade. Ela faz um convite e eu resolvi aceitar. Que tal você voltar um pouco no tempo e responder também?

Carro: Detesto trânsito, mas reconheço que essa invenção faz a vida da gente ficar bem mais fácil. Não imagino minha vida sem ele, pelo menos aos finais de semana. 

Lugar mais estranho que fez amor: Ah, particular demais, né?!

Quem levaria para uma ilha deserta: O Alê.

Quem deixaria por lá: Gente do mal. Quero distância.

Pasta de dente: Herbal (Sorriso).

Desodorante: Sem perfume.

Perfume: Rush 2 (Gucci), Florata in Blue (O Boticário).

Cantora: Diana Krall, Gal Costa, Elis Regina, Sarah Vaughan...

Cantor: Frank Sinatra, Caetano Veloso, Djavan, Chico Buarque...

Música: The Look of Love (Diana Krall) e outras (jazz, MPB, rock clássico, erudita)...

Ator: Nossa, gosto de tantos.

Atriz: Idem a anterior.

Sapato: Adoro sandálias, de todos os tipos.

Leituras: Li o livro do Alê, O Contrato, e o da Andrea, O Resgate de Alice. Desisti da Semente da Vitória, do Nuno Cobra, e agora vou começar a ler Reconhecimento de Padrões, do Willian Gibson. 

Mania: Café expresso, batom hidratante para os lábios, doce depois do jantar, andar com remédios para dor de cabeça, trocar de bolsa, de brinco...

Não viveria sem: minha família e um grande amor (Alê!).

Poderia viver sem: Carne vermelha.

Novela: Passo.

Programa na TV Brasileira: Vejo pouquíssima TV. Telejornais são a única coisa que ando assistindo ultimamente.

Programa na TV Americana: Passo de novo. Ah, adoro Gilmore Girls, mas não assisto mais.

Loja de roupas: Não tenho prediletas; gosto de roupa confortável, bonita e com preço justo. Aliás, preço anda contando tanto nesses tempos atuais...

Onde gostaria de estar agora: Em uma praia linda, com um calor maravilhoso.

Último filme que assistiu: Herói.

Um bom programa: Cinema e depois café ou jantar. A-DO-RO! 

Cidade: São Paulo.

Ritual de beleza: Cremes: tenho para o rosto, corpo, mãos, anti-rugas etc. Claro que nem sempre estou com paciência para usar todos. Sagrado mesmo é o hidratante com filtro solar para o rosto. Unhas feitas também.

PS.: Zzzzzzzzzz....

 

:: Postado por Lu às 11h54
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Um chá verde e a esperança

De fato estou curtindo o famoso chá verde, parece que acalma antes mesmo de a gente tomar o primeiro gole. Ele não é gostoso, admito, mas é extremamente digestivo. Ao beber, dá uma geral aqui dentro. Muito bom. Melhor do que muito remédio por aí...

Aliás, eu estou enxergando uma luz no final do túnel... Luz para minha dor de cabeça. Um novo médico, um outro tratamento, uma medicação mais otimizada e esperança. Afinal o que somos sem ela?

Acredito que essa esperança é uma coisa boa que a gente tem de cultivar aqui dentro, não é desculpa para ficar esperando, é muito mais um sentimento positivo para que a gente consiga esperar. Quem perde a esperança perde. O colorido fica embaçado, desfocado e, em casos mais graves, cinzento. O que fazer ao acordar e ter sono e não gostar do emprego, do salário? Não ter encontrado o amor da sua vida? Etc. Etc. Nas lamentações diárias, nada melhor do que a esperança real de que as coisas ainda podem melhorar. Uma parte depende de nós e é uma parte grande, a outra depende das possibilidades e aí por que não acreditar que sim, tem jeito?

PS.: Um final de semana ótimo para todos, com muita esperança, chás (não precisa ser verde) para curtir o friozinho e calor, do amor, da família, dos bichos de estimação, do seu coração mesmo.  

:: Postado por Lu às 17h45
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Uma crítica

Vamos lá, a gente faz um baita esforço para escrever belas palavras de aceitação, maturidade etc. e tal, mas por que, então, uma crítica de quem realmente gostamos cai assim, indigesta? Mesmo quando feita com muito jeito?

Acho que eu sempre fui consciente dos meus defeitos e imperfeições, mas críticas, ainda que construtivas e de boa fé, podem ir além disso, podem tocar em uma feridinha que você nem lembrava que existia ou em algo que é absolutamente imperceptível.

Aceito a crítica. Farei de tudo para melhorar. A questão não é a crítica em si e sim a reflexão que ela provoca. E justo comigo que não sou nem um pouco de refletir, né?!

PS.: mas é isso mesmo, como eu falei, não sou de dar marcha-ré e ando descobrindo tantas coisas que trago aqui dentro há tanto tempo, padrões tão arraigados. Arregaço as mangas, vamos lá! 

 

:: Postado por Lu às 10h34
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Sobre o feriado

Para variar um pouco o feriado foi curto para tudo o que eu gostaria de fazer, mas não posso dizer que foi improdutivo.

Fiz um pouco de artesanato, claro que menos do que eu gostaria, as coisas de casa (sempre elas), compras para a sobrevivência do lar, visitamos a mami, que me deixou preocupada porque teve crise de pressão alta, a família do Alê, a amiga-mãe-madrinha Sílvia em sua maravilhosa nova morada. Uma casa linda e aconchegante. Recebemos a Renata. Um grande prazer conversar e rever essa amiga de tantos anos! Cuidei um pouco da beleza. E ontem começamos o dia no Parque do Ibirapuera para uma caminhada básica. Foi ótimo andar entre as árvores, sentir aquele ar mais puro, mexer o esqueleto, mas confesso que senti preguiça por ter de acordar cedo. Ainda assim valeu a pena. O desejo venceu a preguiça.

Ontem, aliás, foi uma maratona, mas acho que preciso me acostumar que os dias são assim, uns de calmaria e outros de correria. Isso ainda é um pouco indigesto para mim. Reconheço que preciso aprender a lidar melhor com essas oscilações, da vida. Ontem ainda fomos almoçar na Liberdade e eu fiquei feliz porque comprei ímas de geladeira, que adoro.

PS.: Com licença, vou tomar um chá verde para ver se esta dorzinha de cabeça que quer me pegar, solta do meu pé!

:: Postado por Lu às 16h08
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Sem cortes

Ainda agorinha há pouco estava lendo uma entrevista com o Andrucha Waddington, diretor da Conspiração Filmes, que é casado com a Fernanda Torres. O nome da matéria é um tanto quanto sugestivo: Sem Cortes.

Li assim, em entrelinhas e o que mais me saltou aos olhos foi a sua obsessão ao fazer cinema. Aliás, nem posso dizer que li muita coisa, mas sem dúvida, identifiquei-me.

Acho que sou um pouco dessas entregas loucas, ainda que eu faça tudo com muita consciência. Indo mais além, acho que sem cortes, eu posso dizer que seja meio "neuras" e que eu faça um trabalho intenso para tentar chegar a um ponto mais zen (acho que você já leu isso antes por aqui, não?!).

E no contraponto da questão parece que se eu não sinto paixão, não consigo ir além (exemplo é o meu livro) e verdade seja dita, nem sempre a paixão está ali presente em todo o momento. Aliás, nem sei se é tão bom assim deixar a paixão te dominar porque de repente a gente faz coisas meio sem pensar. Sei lá, sei lá.

O que eu sei é que na minha meio nóia chego todos os dias em casa e jogo a bolsa no sofá e corro para fazer as coisas: guardar a louça, lavar a roupa, mexer ali e acolá. Ainda mais agora que tenho uma casa para chamar de minha. Me falta calma e doçura para tomar uma água e sentar um minuto no sofá, comer um biscoito, olhar pela janela. Utopia?

Eu quase sempre não consigo ler o jornal de domingo porque faço isso, aquilo e aquele outro também... não dá, né?!

Bem, comecei falando de uma coisa, emendei outra no meio e acho que esse post está meio confuso, será?

Acho que é a ressaca de um dia pós-crise de dor de cabeça. Desculpem-me. Mas acho que meu recado foi dado.

PS.1: Talvez nesse momento eu esteja sem cortes. Mas estou bem, apenas nas divagações diárias.

:: Postado por Lu às 17h32
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Leitura e terapia alternativa

O tempo voa, mas nem tudo está perdido. Eu já vi entrevistas sobre essa sensação que a gente tem do tempo estar passando mais rápido. Vi, mas não li, admito a mea culpa por não ter condições de dar mais detalhes.

Fato é que as horas passam depressa e, a boa notícia é que, ainda assim, eu estou conseguindo, na medida do possível, fazer umas coisinhas extra trabalho, casa e passeios a dois. Sim, a leitura que andava tão esquecida e que eu havia comentado que doía demais a ausência foi retomada. Bingo! Parece que um mundo enorme se abriu à minha frente. Comprei até um pocket book em inglês (para treinar um pouquinho). A Cultura do Villa Lobos é simplesmente fantástica nesse quesito, oferece muitas opções. Escolhi um livro sobre um grupo que se encontra para estudar a obra de Virgínia Woolf. Devo começar a ler daqui um tempinho. Agora minha atenção está voltada para "A Semente da Vitória", do Nuno Cobra.

Outra nova é que estou experimentando as emoções do meu primeiro trabalho de artesanato. Estou utilizando uma técnica de nome chique: découpage, que consiste em revestir com desenhos de papel (guardanapos são muito utilizados) a superfície de objetos de madeira, metal, tecido etc. Comprei umas revistas, pedi uma orientação para a Dona Olga, dona da loja que vende os apetrechos para tal empreitada e estou lá entre tintas, pincel, tesoura e guardanapo, com a cara e a coragem. Apesar de alguns contratempos, absolutamente normais para uma marinheira de primeira viagem, estou adorando, é uma verdadeira terapia.

E esse é apenas o começo. Bom final de semana!

PS.1: Essa música do Nando Reis é linda, linda!

All Star
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a Terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
 
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,
Satisfeito, sorri
Quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa 
Que não terminamos ontem
ficou pra hoje.
 
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano alto
Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato 

:: Postado por Lu às 15h19
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Novas escolhas do cotidiano

A mudança traz mudança, mas nem sempre aquela que a gente deseja. Por exemplo, eu não consigo deixar de cuidar das unhas, quer dizer, de ir a uma manicure para que ela cuide delas para mim. E agora estou longe da Mi, que tratou por 8 anos das minhas mãos e dos meus pés com verdadeiro amor.

E lá fui eu em busca de uma nova Mi. Bem, entre minhas experiências, descobri a Débora, que é simpática e uma profissional competente, mas o preço cobrado pelo salão é salgado, salgado. Ontem, tentei um outro lugar, perto do meu apartamento, e entreguei meus pés para uma tal de Val. Um pouco mais barato que o outro estabelecimento, ela me recebeu sem me deixar muito à vontade. Rápida e eficiente, colocou duas revistas na minha mão, sinalizando que não queria muito papo, ou seja, mais trabalho, menos conversa. Talvez o que tenha me deixado menos à vontade foi a sua falta de simpatia e cordialidade mesmo. Afinal de contas, clientes têm de ser cativados, não é mesmo? O resultado final ficou bom, mas a sensação não foi nem um pouco legal.

Ainda vou tentar uma terceira opção, mas se não der certo, adotarei a Débora como minha nova escudeira. Afinal eu tinha dito que tudo tem um preço. E a Mi é única. De vez em quando vou lá matar as saudades. 

PS.1: Vaidade em excesso é doença. Para mim, beleza é conjunto, é ter cuidado com a pele, o cabelo, as unhas, a alimentação e usar roupas que, mais do que combinar, me deixem bem à vontade.

:: Postado por Lu às 09h53
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Amor à Flor da Pele

Esse é um dos filmes da minha vida. Não apenas porque é um filmaço, porque a fotografia é arrebatadora, porque a trilha sonora me encanta, porque tem sensualidade, sedução e desejo à flor da pele.

Foi assim: eu li sobre o filme e fiquei louca para vê-lo. Mas eis a questão, com quem? As pessoas mais próximas não queriam ver o filme ou já tinham visto. E eu? Não me importava em ir sozinha, mas...

Fiquei com aquele desejo à flor da pele: o querer ir e o ir de fato. E nada consumado. Entra semana, sai semana e o filme lá e eu o "desejando", de longe. Naquela época, eu trabalhava com Economia e, apesar de gostar do assunto, não curtia nem um pouco a dinâmica do trabalho. Mas foi lá que eu conheci o Fabrício, um cinéfilo de carteirinha, muito, muito legal. E entre uma conversa e outra, sempre falávamos desse filme, que ele já tinha visto, claro (!), e me incentivava a ir assistir também.

Finais de semana passando. Então, em um sábado, deu a doida e lá fui eu, sozinha mesmo, para o Espaço Unibanco, um dos meus lugares prediletos para uma sessão...

Bem, poderia ter um final diferente essa história, mas é de happy end mesmo. Amei o filme. Mais, adorei a minha persistência em vê-lo, em não deixar para depois. Acho que o grande mérito não foi o fato de ter ido sozinha ao cinema, pois fiz isso inúmeras vezes e nunca encarei como um problema, ainda que eu goste mais de ir acompanhada. O legal foi não ter deixado o momento de viver o filme passar. E isso se aplica a tantas coisas na vida, que vão bem mais além do que uma sessão de cinema.

Well, esse episódio foi marcante para eu perceber a liberdade e a independência que estavam ali ao meu dispor: do ir, do vir, do querer fazer e fazer. A gente, muitas vezes, subutiliza várias coisas boas que estão aqui dentro, pulsando. É muito desperdício.

E para emendar e terminar esse post: hoje, que estou acompanhada, acompanhada mesmo, o que é extremamente bom e valorizado por mim, vejo que meu tempo mudou. Nem sempre dá para ver aquele filme, fazer uma doidera, deixar tudo para lá e ir, ir somente guiada pelo "quero", pelo que acho certo, pelo que julgo o melhor. Sim, porque quando estamos solteiros, vamos ser sinceros, nos comportamos dessa maneira e muitas vezes não damos a menor importância a algo que é importante viver, pelo menos por um período, seja longo ou curto. Então o tempo que passei sozinha, eu tinha mesmo que passar. Pois hoje eu compartilho e esse compartilhar é uma lição diária, com uma cartilha grossa, única e exclusiva para cada um, sem respostas no final. Não há nenhum tipo de manual, mas nunca é demais dizer que paciência e respeito são prioridades em cada capítulo. Estou gostando do aprendizado. 

Não viu o filme ainda? Corra e delicie-se, para mim, pelo menos, foi assim.

PS.1: Decidimos viver sob o mesmo teto, 24h together. Um grande mosaico de sentimentos, ações e reações, mas impera o Amor à Flor da Pele. Estou sorrindo.

PS.2: Uma das cenas do filme.

 

:: Postado por Lu às 12h03
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